E SE FOSSE SEU FILHO?

O combate ao Bullying é obrigação de todos 

Por Jacqueline Athayde 

A pesquisa do IBGE publicada em 2021 registrou que um em cada dez estudantes já foi ofendido nas redes sociais, sendo que 23% sofreram Bullying na escola. 

Uma adolescente de 14 anos, estudante de uma escola particular, foi uma das vítimas de Bullying, neste ano. As agressões aconteceram em um grupo de estudos do whatsapp. O ato infracional foi cometido por um colega de sala, que em meio a risadas, colocou apelidos pejorativos nela e em outras estudantes.

De acordo com a mãe, a filha, após a exposição ocasionada pelo Bullying, tornou-se deprimida, chorosa, sem vontade de ir para a escola, isso porque o agressor, além de ofendê-las,compartilhou o áudio e montagens de imagens em outros grupos da escola, os quais foram divulgados em outras escolas.

Para entender o que este ato de exposição pessoal pode causar à vítima do Bullying, procuramos a Psicanalista Ana Carolina Rodrigues, a qual explicou: "Bullying é uma violência traumática que vai prejudicar a vítima por muito tempo”.

Ela afirma que se o fato ocorrer na infância, a vítima do Bullying arrastará o trauma por sua vida adulta, podendo sofrer prejuízos dos tipos profissional, pessoal ou sentimental.

A pesquisa ainda constatou que o principal motivo do Bullying é a aparência. Dentre os três maiores percentuais destacam-se para aparência do corpo (16,5%), aparência do rosto (11,6%) e cor ou raça (4,6%).

No caso citado nesta matéria, o agressor referiu se à barriga de uma das vítimas como boia, ao corpo de outra adolescente como cano de PVC, riu do rosto da garota que possui espinhas, comparando-as a um monte de crateras. O volume do cabelo também não passou despercebido e foi comparado a um capacete.

A adolescência é considerada uma fase complicada, pois nem todos jovens aceitam a sua aparência. E passar por constrangimento só dificulta este momento de transição para a vida adulta. No entanto, a psicanalista orienta que tanto a vítima quanto o agressor precisam de acompanhamento, pois, normalmente, o agressor reproduz o Bullying que sofre ou presencia em casa.

Assim, para evitar que crianças e adolescentes sofram Bullying ou o cometam contra a sociedade como um todo, deve-se levá-los, desde cedo, a ter a consciência de que este ato é um crime, que fere os direitos da vítima. Também se deve conscientizá-los de que a vítima de Bullying nunca deve se tornar omissa ao tipo de violência sofrida. Então, quando presenciar ou vivenciar alguma situação que configure Bullying, denuncie! 

VEJA O QUE DIZ A LEGISLAÇÃO

A advogada Renata Rosário, explica que a legislação considera “Bullying” quando há violência física ou psicológica em atos de intimidação, humilhação ou discriminação e, ainda: ataques físicos; insultos pessoais; comentários sistemáticos e apelidos pejorativos; ameaças por quaisquer meios; grafites depreciativos; expressões preconceituosas; isolamento social consciente e premeditado; pilhérias (piadas). 

A lei caracteriza de forma minuciosa a conduta para que o infrator possa ser identificado e responda civil e penalmente.

Contudo, mais importante que identificar e penalizar, a lei traça diretrizes para que o Ministério da Educação, bem como as Secretarias de Educação dos estados e municípios e outros órgãos competentes estabeleçam programas de combate ao Bullying, tais como campanhas educacionais, regulamentos internos, dentro e fora das escolas.

A Lei também estabelece como dever dos estabelecimentos de ensino, dos clubes e das agremiações recreativas assegurar medidas de conscientização, prevenção, diagnose, combate à violência e à intimidação sistemática (Bullying).

Surgindo a dúvida de como a vítima ou os pais devam tomar posição para solicitar ajuda nesses casos, vale salientar que, se o caso ocorrer na escola  é necessário procurar a direção. Os mesmos também tem direito  a registrar queixa na delegacia ou ajuizar uma ação judicial. Em relação ao filho agredido, caso percebam um trauma, os pais devem procurar um profissional, como por exemplo,  um psicólogo ou psicanalista.

Foto capa: divulgação

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